domingo, 6 de novembro de 2011

KOSI EWE KOSI OMI KOSI ORISA


 A religião dos orisa não existe sem estes dois elementos, água, sangue branco do reino mineral, principio de tudo que fazemos dentro do culto. Folhas (Ewe), também o sangue preto do reino vegetal ou seja o primeiro ejé que todos iniciados recebem e todos os elementos transformadores de ase. Temos três sangues, branco, preto e vermelho dos reinos, mineral, animal e vegetal formado de vários elementos simbólicos.
       (nascente do Rio Jaguaripe - Castro Alves, Bahia) foto acima
Toda casa de ase deveria ter um espaço mata IGBÓ, para cultuar as folhas [ewe] e as árvores, pois desde os povos mas antigos já se cultuava e são considerados símbolos de espírito e de orisa .As árvores de forma e tamanho excepcionais são sagradas, suas raiz, tronco, galhos e folhas são utilizados para os rituais do culto ao orisa e também é grande sua importância no culto ao ancestrais, sendo que algumas com forte ligação com a ancestralidade, como igi iroko,  igi akoko, igi iwim, igi apaoka entre outras. Muitas árvores aqui no Brasil foram substituídas por outras, como é o caso da gameleira branca (Iroko) muito bem adaptado aqui no Brasil, outras como os igi  ori, osun e wagi tendo substituta aqui no Brasil  hoje  esta  sendo importada do território africano já que  é encontrada nas casa de artigos afro-brasileiro nem só elementos retirado das arvores como outros objetos usado no culto do orisa.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Iniciados e não Iniciados



Amigos,

Desde que estou dentro da Religião dos Òrìsàs, me deparo com uma situação que me deixa bastante triste, que é o surgimento de pessoas ditas iniciadas, mas sem procedência familiar alguma. Isso, infelizmente, sempre existiu, mas na última década vêm se intensificando de forma bastante contundente.
São inúmeros casos de pessoas que até ontem eram totalmente desconhecidas/anônimas e, simplesmente do nada, surgem como “Sacerdotes”. Basicamente, há dois tipos de pessoas nessa situação.
Há os casos clássicos: Pessoas que jamais passaram por qualquer ritual de iniciação, que “aprenderam” algo ouvindo, lendo ou mais recentemente na internet e do nada, abrem uma porta nomeando-a de “Casa de Candomblé”. Nesses casos, quando perguntamos sua procedência religiosa, família, etc. deparamo-nos com o seguinte:
- Quem é seu Babalòrìsà/Ìyálòrìsà? Eles respondem: É beltrano (alguém também desconhecido, ou alguém que já morreu há no mínimo 20 anos). Quem são seus irmãos de santo? Eles respondem: Infelizmente, depois que meu sacerdote morreu, todos viraram evangélicos ou morreram, somente eu permaneci no culto. Mas e Casa de seu Pai/Mãe? Fechou faz alguns anos.....

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Orí e Ritual Borí

Orí é o mais importante na vida de todos os seres humanos, Orí (Cabeça interna existência, destino) sendo assim é o mais importante de todos os òrìsà, pois é o que determina o destino do homem, é o Orí quem passa o àsé aos outros òrìsà, é o primordial o mais vital de todos, ele é o dono do ser. O primeiro a ser cultuado antes de qualquer outro òrìsà ou divindade. Por determinação de Olódùmarè, Ajáàlá Mòpin foi o modelador de Orí dos seres humano, ou seja, criador e auxiliador do nosso destino. Orí é a divindade pessoal, em toda a sua força e grandeza.
Ìpìn (destino). É Òrúnmìlá é quem assiste e entrega do nosso Ìpìn, por isso é denominado Elérìí Ìpìn, ou seja, a Testemunha do Destino. O nosso Elérìí Ìpìn, foi definido antes mesmo de nosso nascimento, quando então tivemos as opções de escolha e aceitação na presença de Ajáàlá,(o modelador de Orí), porém nosso Ìpìn certamente sofre influências e modificações aqui neste plano, devido as nossas atitudes (Lei de Causa e Efeito), bem como pela influência de terceiros (infelizmente isso é factível, pois há quem manipule os ajogun de forma a interferir negativamente em nosso Ìpìn). Porém isso também é reversível através de Ebó (oferendas) apropriados, afinal Òrúnmìlá é o Alátúnse Aìyé, ou seja, (aquele que restaura a ordem no mundo). Não acredito no estático, ou seja, na inércia, pois a vida é "movimento", assim sendo, meu destino sou eu quem o faz, pois serei a soma de meus atos, (bons ou maus, negativos ou positivos) , não importa, serei sempre o resultado desta soma.

sábado, 23 de julho de 2011

O Omi Eró e o Agbo


Falar sobre o Omi Eró e sobre o Agbo é muito complexo, no entanto, dentro do que posso falar publicamente, vou procurar tirar um pouco das dúvidas existentes entre o Povo do Asè.


Primeiramente, antes de falar sobre Omi Eró e sobre o Agbo, temos que falar sobre a importância das folhas dentro do Candomblé, sobre suas funções, sexo, o elemento da natureza a qual pertence.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MITO DA OFERENDA

Ifa diz que adivinhou para Olamini
Ele que nasceu com sorte
E mesmo assim
Lamentava a ausência de sorte em sua vida
Ele foi ate Ifa para que este fizesse um jogo para ele
Ifa diz que ele deveria fazer oferenda para Ajé Orisa da sorte e da fortuna
Olamini nasceu carregando a sorte, mas mesmo assim não tinha sorte ate fazer oferenda para Ajé

segunda-feira, 20 de junho de 2011

IKOMOJADE

A cerimônia do nome do recém nascido na tradição da religião dos orisas.
Sim como as demais religião realizam  seus sacramentos,  nós fazemos nossos rituais de batizo, casamentos , de acordo nosso crença e tradição.
Batizado casamentos e outros segmentos realizamos para todos ao nossos fiel, no qual confirmamos a posição de religiosidade.
Ikomojade é um cerimonial de da o nome ao recém nascido batizando dentro da religião dos orisa onde a criança passar a fazer parte a traves do batizo religioso na religião da sua  família, isto não que dizer que o recém nascido seja um novo iniciado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fidelidade ao Asè!

 Quero aproveitar esse espaço, para falar um pouco sobre a ética, valores e  fidelidade dentro dos terreiros de Candomblé. Hoje, a cada dia, vemos de forma mais acentuada o êxodo de filhos de um Asè para outro, mas porque isso?
Num passado não tão distante, à exceção da necessidade imediata da iniciação, muitas vezes por motivos de saúde ou determinação do próprio Orisa, aquele que desejava adentrar para um Asè, ficava anos como Abiyan (noviço, ainda não iniciado nos mistérios do Candomblé). Ao longo desse período, esse abiyan, conhecia mais o seu sacerdote, os dogmas, qualidades e falhas da casa (sim, falhas, pois perfeitos são os Deuses). Ainda que não iniciada, essa pessoa tinha um conhecimento bastante apurado sobre a vida sócio-religiosa dentro do seu Egbe Òrìsà (comunidade do Orisa).
Nessa jornada, o abiyan de forma natural aprendia as danças, os cânticos, as palavras em língua yoruba mais usuais, resumidamente, aprendia ser um Omo Orisa (filho do Orixá). Quando ele fosse iniciado, ele já conhecia bem a dinâmica do seu egbe, a personalidade, qualidades e defeitos do seu sacerdote. Essa pessoa, tomava suas obrigações de 1, 3 e 7 com a mesma pessoa que lhe iniciou, permanecendo muitas vezes no seu egbe, mesmo pós morte do seu sacerdote.