terça-feira, 30 de agosto de 2011

Orí e Ritual Borí

Orí é o mais importante na vida de todos os seres humanos, Orí (Cabeça interna existência, destino) sendo assim é o mais importante de todos os òrìsà, pois é o que determina o destino do homem, é o Orí quem passa o àsé aos outros òrìsà, é o primordial o mais vital de todos, ele é o dono do ser. O primeiro a ser cultuado antes de qualquer outro òrìsà ou divindade. Por determinação de Olódùmarè, Ajáàlá Mòpin foi o modelador de Orí dos seres humano, ou seja, criador e auxiliador do nosso destino. Orí é a divindade pessoal, em toda a sua força e grandeza.
Ìpìn (destino). É Òrúnmìlá é quem assiste e entrega do nosso Ìpìn, por isso é denominado Elérìí Ìpìn, ou seja, a Testemunha do Destino. O nosso Elérìí Ìpìn, foi definido antes mesmo de nosso nascimento, quando então tivemos as opções de escolha e aceitação na presença de Ajáàlá,(o modelador de Orí), porém nosso Ìpìn certamente sofre influências e modificações aqui neste plano, devido as nossas atitudes (Lei de Causa e Efeito), bem como pela influência de terceiros (infelizmente isso é factível, pois há quem manipule os ajogun de forma a interferir negativamente em nosso Ìpìn). Porém isso também é reversível através de Ebó (oferendas) apropriados, afinal Òrúnmìlá é o Alátúnse Aìyé, ou seja, (aquele que restaura a ordem no mundo). Não acredito no estático, ou seja, na inércia, pois a vida é "movimento", assim sendo, meu destino sou eu quem o faz, pois serei a soma de meus atos, (bons ou maus, negativos ou positivos) , não importa, serei sempre o resultado desta soma.

sábado, 23 de julho de 2011

O Omi Eró e o Agbo


Falar sobre o Omi Eró e sobre o Agbo é muito complexo, no entanto, dentro do que posso falar publicamente, vou procurar tirar um pouco das dúvidas existentes entre o Povo do Asè.


Primeiramente, antes de falar sobre Omi Eró e sobre o Agbo, temos que falar sobre a importância das folhas dentro do Candomblé, sobre suas funções, sexo, o elemento da natureza a qual pertence.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MITO DA OFERENDA

Ifa diz que adivinhou para Olamini
Ele que nasceu com sorte
E mesmo assim
Lamentava a ausência de sorte em sua vida
Ele foi ate Ifa para que este fizesse um jogo para ele
Ifa diz que ele deveria fazer oferenda para Ajé Orisa da sorte e da fortuna
Olamini nasceu carregando a sorte, mas mesmo assim não tinha sorte ate fazer oferenda para Ajé

segunda-feira, 20 de junho de 2011

IKOMOJADE

A cerimônia do nome do recém nascido na tradição da religião dos orisas.
Sim como as demais religião realizam  seus sacramentos,  nós fazemos nossos rituais de batizo, casamentos , de acordo nosso crença e tradição.
Batizado casamentos e outros segmentos realizamos para todos ao nossos fiel, no qual confirmamos a posição de religiosidade.
Ikomojade é um cerimonial de da o nome ao recém nascido batizando dentro da religião dos orisa onde a criança passar a fazer parte a traves do batizo religioso na religião da sua  família, isto não que dizer que o recém nascido seja um novo iniciado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fidelidade ao Asè!

 Quero aproveitar esse espaço, para falar um pouco sobre a ética, valores e  fidelidade dentro dos terreiros de Candomblé. Hoje, a cada dia, vemos de forma mais acentuada o êxodo de filhos de um Asè para outro, mas porque isso?
Num passado não tão distante, à exceção da necessidade imediata da iniciação, muitas vezes por motivos de saúde ou determinação do próprio Orisa, aquele que desejava adentrar para um Asè, ficava anos como Abiyan (noviço, ainda não iniciado nos mistérios do Candomblé). Ao longo desse período, esse abiyan, conhecia mais o seu sacerdote, os dogmas, qualidades e falhas da casa (sim, falhas, pois perfeitos são os Deuses). Ainda que não iniciada, essa pessoa tinha um conhecimento bastante apurado sobre a vida sócio-religiosa dentro do seu Egbe Òrìsà (comunidade do Orisa).
Nessa jornada, o abiyan de forma natural aprendia as danças, os cânticos, as palavras em língua yoruba mais usuais, resumidamente, aprendia ser um Omo Orisa (filho do Orixá). Quando ele fosse iniciado, ele já conhecia bem a dinâmica do seu egbe, a personalidade, qualidades e defeitos do seu sacerdote. Essa pessoa, tomava suas obrigações de 1, 3 e 7 com a mesma pessoa que lhe iniciou, permanecendo muitas vezes no seu egbe, mesmo pós morte do seu sacerdote.

sábado, 4 de junho de 2011

Abertura do Projeto Xire

Projeto Xirê - Prevenção de Aids na roda dos Orixás realiza sua primeira oficina neste sábado no ILE ALAKETU ASE IBUALAMO, DIA 04-05-2011

Todas as oficinas serão realizadas dentro de um terreiro.
O Projeto pretende criar redes sociais entre os Babalorixás e Iyalorixás, sacerdotes das religiões afro-brasileiras, e profissionais da saúde para a atuação na prevenção ao HIV e na assistência às pessoas vivendo com Aids. Em orubá, Xirê quer dizer "roda dos orixás"
O proposta do projeto foi feita por duas ONGs que já trabalham com sacerdotes das religiões afro-brasileiras, Grupo de Valorização do Trabalho em Rede (GVRT) e SOS Saúde Mental, Ecologia e Cultura. Aos terreiros das diferentes religiões de matriz africana que essas ONGs mantinham contato somam-se os terreiros que os serviços especializados em DST/Aids já realizavam ações de prevenção na região Coordenadoria Regional de Saúde.
Como em outras religiões, é o adepto das religiões afro-brasileiras consultarem os sacerdotes em caso de problemas de saúde. Alguns sacerdotes sentiram a necessidade de aconselhar melhor as pessoas de sua comunidade sobre questões relativas à saúde em geral e em relação à Aids, em particular.
Por outro lado, os sacerdotes e seguidores das religiões afro-brasileiras querem ser tratados sem preconceitos dentro das unidades de saúde e que sejam respeitadas as suas tradições.
Aqui na associação Ile Ibualamo já desenvolvemos um trabalho de prevenção ,de AHST/ AID, com o apoio de SAE Cidade Dutra ,través do projeto Tudo de Bom e Elas Por Elas, sendo pólo de trabalho da agente de saúde Joyce, que agradecemos por todo material de apoio que é distribuído na comunidade.

Asé,

Pai José Carlos de Ibualamo